
Em entrevista ao programa UP Notícias, a vereadora Lara de Castro Araújo Fernandes, do Republicanos, esclareceu os rumores sobre sua trajetória política e confirmou que segue firme como pré-candidata a deputada estadual nas Eleições 2026. Médica pediatra e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia há duas décadas, ela destacou que sua entrada na política ocorreu de forma natural ao lado do marido, o vice-prefeito Aloísio Alan Costa Fernandes, motivada pela indignação com a falta de recursos estaduais e federais para Vitória da Conquista. A parlamentar pontuou o “boicote” sofrido pela Joia do Sertão Baiano em áreas como infraestrutura rodoviária e abastecimento de água, citando sua articulação direta com o Ministério dos Transportes para cobrar a duplicação de trechos da BR-116. Durante o bate-papo, veio a tona recado direto aos desavisados, reforçando que sua postulação teve lançamento oficial em junho do ano passado, em uma dobradinha com o deputado federal Márcio Carlos Marinho (Republicanos-BA). Ela negou qualquer “racha” com o grupo da prefeita Ana Sheila Lemos Andrade, explicando que, embora o marido componha o Executivo, mantém independência no Legislativo e que sua missão é garantir que Conquista receba emendas parlamentares proporcionais à sua importância econômica. A parlamentar revelou-se focada em resultados práticos e na defesa da autonomia de Vitória da Conquista, afirmando: “O que me inspirou a ser candidata? A gente dentro da gestão vai vendo o que está vindo para Conquista. Zero. Conquista não recebeu nem R$ 30 milhões [de emendas], uma localidade desse tamanho que produz, que tem o PIB alto… eu vou ver o que está acontecendo, eu tenho que ir lá para pelo menos incomodar”. Além da confirmação de sua pré-candidatura, detalhou o projeto social “Pintando a Alegria no Bairro”, que promoveu a rebocagem e pintura de 50 casas na região do Cruzeiro, além da reorganização da coleta de lixo local. Lara encerrou a participação enfatizando que sua atuação na Joia do Sertão Baiano não resulta de “cotas”, mas de trabalho intenso, conciliando a rotina de médica, professora e mãe com a fiscalização do Executivo e a busca por melhorias estruturais para Conquista, garantindo que a decisão de concorrer ocorreu em comum acordo familiar para fortalecer a representatividade política da região.

































































