
Debater assuntos em prol do desenvolvimento de Vitória da Conquista norteou um encontro no Petit Bistrô, na Villa do Bosque, na noite desta quinta-feira (23), acompanhado pelo BLOG DO ANDERSON. A ocasião reuniu duas lideranças, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Vitória da Conquista (ACEVIC), Raimundo Menezes Amaral Filho, e o empresário Jorvan Pereira Andrade, ex-mestre venerável da Loja Maçônica Cavaleiros do Oriente. Em entrevista ao BLOG DO ANDERSON, Jorvan abordou os dilemas enfrentados na logística de transportes a partir do Aeroporto Glauber Rocha e avaliou o momento econômico e produtivo vivenciado em Vitória da Conquista e no Brasil. O empresário apontou como um entrave a ausência de voos diretos entre Vitória da Conquista e a Capital Baiana, cenário que obriga passageiros e empreendedores a realizarem conexões distantes ou longos deslocamentos terrestres.
“Infelizmente, nós que somos empresários daqui de Vitória da Conquista ficamos bastante tristes e sem opções, principalmente para ir à nossa capital. Se a gente quiser ir a Salvador, infelizmente tem que ir de ônibus ou ir para São Paulo ou Belo Horizonte fazer uma conexão. O Governo do Estado, juntamente com a prefeitura, já deveria ter mandado uma solicitação para as companhias aéreas para viabilizar esse trecho de Vitória da Conquista para Salvador, que é tão importante para todos nós”, disparou. Jorvan ressaltou o contraste entre o aumento das frequências para o Sudeste e o desatendimento da rota estadual. “Fiquei sabendo esta semana que a Latam vai ter o terceiro voo para São Paulo, e a Gol já tem dois. Então a gente vai ter cinco voos para São Paulo e para Salvador nenhum. A gente fica muito triste com essa situação.”
Atuando há 32 anos no segmento de distribuição nos ramos de higiene, alimentos, limpeza e bebidas, gerando cerca de 350 empregos diretos, o empreendedor analisou a força do comércio regional e os reflexos das recentes políticas e negociações econômicas internacionais na cadeia de suprimentos: “Vitória da Conquista se destaca no cenário nacional. Temos vários segmentos como referência dentro da nossa cidade. É um polo muito produtivo e precisa que o governo nos apoie ainda mais para que a economia possa crescer. Já estamos tendo impactos com essa negociação entre o Brasil e outros países, com vários itens subindo mais de 25%. Isso faz com que produtos cheguem ao ponto de venda com preço maior, gerando impacto em toda a cadeia. Mas a gente acredita muito que se possa rever essa política econômica para termos um mercado mais competitivo.”







































