
Jorge Maia | advogado e professor
Quero começar com os versos de Fernando Pessoa, os quais valem tanto quanto o meu sonho de rio: “O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia. Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.” Sempre vejo o Verruga, pois costumo passar nas proximidades do orquidário. Atravesso a pequena ponte ali existente e vejo um filete tímido de água que, em suave murmúrio, percorre um leito assoreado e pede socorro. Falta amor ao Verruga. Aquele que saciou a sede, lavou roupas e panelas, vive apenas na lembrança daqueles que ali buscaram o que beber — das latas d’água na cabeça, subindo para o Guarani. Outras vezes, na memória dos poetas, dos saudosos e dos documentários; daqueles que sabem da necessidade de proteger memórias. Confira a crônica de Jorge Maia.










































































































































