Ação do Governo do Estado: Terreiros de Candomblé de Vitória da Conquista serão tema de um catálogo

Fotos: Alberto Coutinho | GOVBA

Produzir um catálogo de terreiros de Vitória da Conquista é a proposta do Projeto EGBÉ, uma das iniciativas aprovadas no Edital da Década Afrodescendente, do Governo do Estado da Bahia. A chamada pública, coordenada pela Secretaria de Promoção da igualdade Racial (Sepromi), tem investimento de R$ 2,4 milhões, contempla 12 territórios, 23 municípios e 44 organizações sociais. A formalização dos convênios aconteceu no último mes de junho, em Salvador, com a presença do governador Rui Costa.

“Tenho determinado às secretarias e órgãos que as ações devem ser transversais. Mesmo uma empresa de abastecimento de água, como a Embasa ou a Cerb, pode ter um olhar transversal de reparação para as comunidades negras e quilombolas, que foram excluídas durante décadas ou séculos do abastecimento de água, por exemplo. A SEPROMI, nesse sentindo, tem o papel de articular e garantir essa transversalidade”, explicou o governador. O deputado estadual Jean Fabrício Falcão (PCdoB) afirmou que ações como essa são uma forma de reconhecer a contribuição do povo negro à nossa sociedade. Ele ainda destacou o Projeto EGBÉ. “Estou muito feliz com esse projeto e vamos tentar articular mais ações para expandi-lo. É louvável uma iniciativa que busca combater a marginalização dos terreiros de religiões de matriz africana de Vitória da Conquista”, falou o deputado.

As ações contam com articulações do deputado estadual Jean Fabrício Falcão

Segundo a SEPROMI, a ideia é estimular projetos para o reconhecimento, desenvolvimento social e garantia dos direitos humanos e liberdades fundamentais dos povos negros. Já o Projeto EGBÉ quer dar visibilidade aos terreiros conquistenses a partir da catalogação desses templos religiosos. O material a ser coletado será organizado numa publicação que contará a história de cada um dos terreiros. O produto será distribuído à população. O EGBÉ foi representado por Neiva Oliveira. A proposta é do Instituto de Desenvolvimento Humano e Ação Comunitária (IDAC).


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