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O presidente da República Brasileira Jair Messias Bolsonaro afirmou na manhã desta segunda-feira, um dia depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) liberar o uso emergencial de duas vacinas contra a COVID-19, que a vacina é “do Brasil, não é de nenhum governador”. A fala, em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, foi um recado velado ao governador de São Paulo, João Doria Júnior, que iniciou a vacinação ainda no domingo, sem esperar a distribuição do Ministério da Saúde, ato classificado pelo ministro Eduardo Pazuello como ilegal.
O próprio presidente, no entanto, já vinculou diversas vezes a CoronaVac ao governador, chamando o imunizante inclusive de “vacina chinesa do João Doria”. O presidente, que colocou a eficácia dos imunizantes em dúvida diversas vezes, afirmou, no entanto, que após a aprovação da Anvisa “não tem o que discutir mais”. Mas logo em seguida criticou a CoronaVac, sem citá-la diretamente, comparando a sua taxa de eficácia geral (de 50,38%) a “jogar uma moedinha pra cima”. Ele também declarou que trata-se de uma “vacina emergencial”, e que “ninguém sabe ainda se teremos efeitos colaterais ou não”.