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O ministro da Saúde, Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes, anunciou neste domingo (17) que irá editar um ato normativo que para encerrar a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, estado de emergência devido à Pandemia do Coronavírus. No entanto, ressaltou que a medida não significa o fim da doença. A decretação do fim da pandemia depende da OMS (Organização Mundial da Saúde), que é um órgão internacional. A retirada da condição emergencial no Brasil impactaria as ações contra o vírus desde o financiamento de novas ações na saúde pública até medidas epidemiológicas mais práticas, como o controle das fronteiras e a lei de quarentena, conforme avaliam cientistas. O debate sobre o fim da Pandemia não está em pauta na OMS em um momento em que países da Europa e a China veem aumento de casos. “É muito cedo para cantar vitória. Ainda há muitos países com baixa cobertura vacinal e alta transmissão”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no dia 2 de março.