Triste educação!

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

Jeremias Macário

Sai 2014, entra o 2015 e o povo brasileiro só levando ferro. Ó tempora, ó mores! como desabafou o cônsul romano Marco Túlio Cícero há dois mil anos contra o ímpeto destruidor de  Lúcio Sérgio Catilina (As Catilinárias). Até quando, ó Catilina, abusarás de nossa paciência? No Brasil de hoje, temos corrupção demais e educação de menos. Oh triste educação! Até quando teremos que suportar tantas mazelas juntas? De acordo com o Movimento Todos pela Educação, em nosso país mais de 90% dos estudantes concluíram o ensino médio em 2013 (2014 deve ter sido ainda pior) sem o aprendizado adequado em matemática. Apenas 9,3% aprenderam o conteúdo. Este índice é menor que o de 2011. Em português também não foi diferente. O percentual de alunos com aprendizado adequado na matéria passou de 29,2% para 27,2%. Leia a opinião de Jeremias Macário.

Feridas abertas

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

Jeremias Macário

Tratava-se de uma guerra, e numa guerra tudo é permitido, inclusive a tortura brutal e desumana para arrancar confissões. As vítimas eram simplesmente “terroristas subversivos e comunistas” que tramaram uma ditadura de esquerda e provocaram atentados com mortes contra a “revolução de 1964”, como assim ainda ensinam nos quartéis e colégios militares. Leia a opinião de Jeremias Macário.

Último Sarau do “Aestrada”

Fotos:  JC d´Almeida
Fotos: JC d´Almeida

Jeremias Macário

Com muita descontração e informalidade como em todos os outros, o último sarau do ano do “Espaço Cultural Aestrada” pode-se dizer que foi fechado com “chave de ouro” pela intensa confraternização e integração dos participantes, tanto que varou a madrugada, com musicais, recitais de poemas e discussões variadas.

FEIRA E SARAU 076

O professor da Universidade Estadual do Sudoeste Bahia (Uesb), Itamar Aguiar foi o primeiro a chegar e o último a sair do nosso sarau de confraternização do ano, realizado no sábado à noite do dia 13/12, Depois foram chegando o nosso fotógrafo José Carlos d´Almeida, Mano di Souza e sua esposa Cleidiane com sua filha, Moacir Mocego, nosso Dorinho Chaves, também contador de estórias, Marta Moreno (letristas, cantores e compositores), Lídia Rodrigues e sua amiga Simone.

FEIRA E SARAU 056

Aí a festa cultural ficou mais que completa com tantos talentos musicais da viola e da composição, sem contar o professor Itamar e as professoras. O debate foi eclético, de bom nível e bem agradável para se ouvir e aprender com a troca de ideias as mais variadas. Rolou a filosofia, a política, os conceitos de vida e, como não poderia faltar, a literatura. Confira outras fotos do Último Sarau.

A CPI dos inocentes

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

Jeremias Macário

Todos os escândalos de ladroagem na Petrobrás não passam de ilusões dos delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. É que eles são masoquistas e estão brincando de esconde-esconde com a Polícia Federal e o Ministério Público. Os pronunciamentos duros e irados do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, são invencionices da sua cabeça. Talvez digam que ele esteja fazendo o jogo da direita e alimentando a mídia golpista. Para a CPI dos parlamentares do Congresso, conforme a relatoria do deputado Marco Maia, não houve nada de rombo na estatal. O prejuízo na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em torno de R$800 milhões, não aconteceu. Coisa de maluco! O superfaturamento da refinaria Abreu e Lima, de mais de R$15 bilhões, foi uma merreca sem importância, e passa a régua. Todos são inocentes. Leia a opinião de Jeremias Macário.

Política Conquistense: “Novo Aeroporto” pode virar mais uma obra inacabada

Fotos:  José Carlos d´Almeida
Fotos: José Carlos d´Almeida

Jeremias Macário

O novo aeroporto de Vitória da Conquista (distante 510 quilômetros de Salvador) corre o risco de se tornar mais uma obra inacabada no Brasil se não houver uma mobilização da sociedade junto aos governos estadual e federal no sentido de agilizar a segunda etapa da licitação, com seu orçamento devido, para construção do terminal de passageiros. Depois de mais de dez anos de lutas de idas e vindas, as obras da pista de pouso e decolagem de 2.100 metros de comprimento por 45 de largura e 7,6 metros de acostamento de cada lado, pátio, mais as vias de acesso e as instalações do Corpo de Bombeiros, iniciadas em fevereiro último, estão dentro do cronograma estabelecido para ficarem prontas em janeiro de 2016, conforme garante o engenheiro chefe da construtora responsável “Paviserve Cunha Guedes”, Luis Machado. A nova pista, depois de concluída, terá capacidade para receber até aviões de grande porte e ainda pode ser ampliada para mais mil metros se houver demanda para cargueiros. Com 200 operários em atividade, Luis Machado acha que a entrega dos serviços pode até mesmo acontecer antes do prazo determinado. Leia na íntegra.

Paradoxais e absurdas

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

Jeremias Macário

Em qualquer parte do planeta (olha aí a corrupção!), o Brasil é onde acontecem as coisas mais paradoxais e absurdas. É o país onde tem mais “paranormais”, “sortudos” (e o deputado que ganhava toda semana na loteria!) e “gênios” (as consultorias do Palocci!) por metro quadrado, que ficam ricos da noite para o dia. Leia na íntegra.

Não há obra sem propina

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

Jeremias Macário

Infelizmente, com raras exceções, o advogado Mário de Oliveira Filho que defende o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, disse a verdade que todo mundo já sabe, de que empreiteiro no Brasil que não se sujeitar a superfaturar contratos e não der propina, não tem obra. Leia o artigo na íntegra.

A aldeia dos divididos

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

Jeremias Macário

Enquanto a humanidade se diverte brincando de sonda pousar num cometa da galáxia universal, cá embaixo a terra pega fogo e o ar está poluído e ardido. Na África milhares de pessoas continuam a morrer de fome e doenças virais, sem contar as guerras de poder, ódio e étnicas que matam na Síria, no Iraque, Afeganistão e na Ucrânia com bombas e rajadas de metralhadoras. Leia o artigo na íntegra.

Guerra nas redes sociais

Jeremias Macário

Jeremias Macário

Confesso que não me atrevo, especialmente nesta época de eleições, a discutir política nas redes sociais, Pelo meu porte físico, não dá mesmo para suportar tantas escarradas partidárias. Ouço comentários de uma verdadeira guerra psicopata fundamentalista das mais cruéis e desumanas. Dizem ser mesmo coisa de terror, com tiros e bombas para todos os lados.

No lugar de instruir e educar, o novo veículo eletrônico de comunicação de massa tem provocado estragos e ruídos na informação, com barbaridades falsas, palavrões de baixo calão, xingamentos e idiotices característicos do próprio animal mais selvagem e bruto da face da terra. Eles passam o tempo esmurrando um ao outro sem dó e compaixão.

Conservadores, ricos e pobres

Jeremias Macário

Jeremias Macário

Em todas as eleições o que mais se houve da mídia, dos juízes e dos eleitores são as palavras “dever cívico”, “cidadania”, “exercício da cidadania” e por aí vai, que correm soltas como se apenas o ato de votar já complementa tudo como dever do cidadão. Pode até ser um dever cívico se a expressão de escolher o candidato for consciente, sem manipulação e compra do voto, direta e indiretamente. Quem se vende e é manipulado não está fazendo o “dever cívico”.

  Bem, mas não é isso que proponha falar. Embora não seja especialista político, ou cientista-político como dizem por aí, os resultados das últimas eleições veem demonstrando um avanço acentuado dos evangélicos que, na grande maioria, adotam uma linha conservadora e muitos deles até de extrema-direita com o velho discurso de tradição, família e pátria, elogios às forças armadas e até apoio à ditadura militar.

O cerco dos fuzis na terra do frio

Jeremias MacárioJeremias Macário

Naquela manhã frienta de seis de maio de 1964 os conquistenses acordavam com um pressentimento diferente em seus corações. A neblina deslizava como fumaça da Serra do Periperi e invadia as principais ruas e periferias da cidade.

Esparramava seus fios finos no horizonte entre o Parque de Exposições; na final da avenida Getúlio Vargas, em direção a Barra do Choça; lá no ponto do “Gancho” da zona sul, que dava para Itambé; e abraçava o outro lado oeste na “Boca do Sertão” que leva a Anagé e Brumado.

Lançamento: Livro aborda a ditadura em Conquista

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

Os efeitos de censura e repressão do Golpe Militar de 1964 no Brasil (que em 2014 completa 50 anos) alcançaram diversos cantos do país. Com o intuito de contar sobre este episódio em Vitória da Conquista, o jornalista Jeremias Macário escreveu o livro Uma Conquista Cassada: Cerco e Fuzil na Cidade do Frio, que será lançado em Conquista nesta quinta-feira (31), às 20 horas, na Livraria Nobel.  Para explicar a chegada da ditadura na cidade, o autor faz um percurso desde as primeiras revoluções socialistas, as influências desses ideais e o começo das rebeliões no Brasil. A densidade de informações históricas é resultado de leituras e entrevistas com figuras que viveram este período.  “Não é um livro acadêmico, é um livro-reportagem”, diz Jeremias, que aproveitou sua experiência como jornalista na sucursal do A TARDE em Vitória da Conquista, onde trabalhou de 1973 a 2005.  Como destaque da obra está o depoimento de José Pedral Sampaio, prefeito de Conquista eleito em 1962 por voto popular e cassado dois anos depois, quando estourou o Golpe. Daí vem o título de “conquista cassada”, que se refere ao prefeito e todos que sofreram repressão por defender as reformas de base propostas por ele. Essa ideia de “reformas de base” se intensificou no governo de João Goulart (presidente deposto pelo Golpe). Segundo o autor, era a época em que a cidade passava por crescente desenvolvimento. “Sou admirador dos anos 60. Foi uma das décadas mais evolutivas na política e nas artes de um modo geral”, diz. Ouça a seguir uma entrevista exclusiva ao Blog do Anderson.

Trânsito, cartórios e estupidez

Jeremias

Jeremias Macário

Calçadas quebradas cheias de carros são sinais de atraso e redução dos negócios na economia de uma cidade, assim como trânsito infernal onde cada um faz o que quer. Prega-se a valorização do pedestre e do transporte público com ruas onde o trafego flua, mas, na prática, não é isso que se vê. Nos tempos atuais, todos defendem o meio ambiente, mas a grande maioria joga papel e lixo em qualquer lugar.

O quadro é geral nas maiores cidades brasileiras, mas falo especificamente de Vitória da Conquista onde comerciantes fazem manifestações porque o poder executivo instalou um sistema binário com ciclovias, eliminando o estacionamento de veículos nas faixas das avenidas. Por falar em ciclovias, elas ainda são pouco utilizadas em Conquista. Deve ser a cultura aventureira de sempre pedalar entre os automóveis. É como pedir passarelas e depois passar por debaixo delas.

Só queria entender

Jeremias Macário

Jeremias Macário

Confesso que não entendi muito bem esse movimento dos comerciantes da Avenida Brumado e adjacências do bairro Brasil contra o sistema binário implantado pela Prefeitura Municipal, no sentido de desafogar o tráfego e permitir o uso de bicicletas com maior segurança através das ciclofaixas.

Aliás, a via de mão única nas avenidas Brumado, Maranhão e Pará tardou a chegar. O ordenamento era um clamor antigo da população. Antes se criticava a bagunça que era a Avenida Brumado, com estacionamentos de veículos nas duas faixas e nos passeios, dificultando a circulação de motoristas e pedestres.

Agora os lojistas fazem coro contra a medida que alivia o trânsito, alegando que o comércio caiu porque os carros não podem mais parar em frente de seus estabelecimentos. Então, vamos voltar à bagunça de antes, com trânsito engarrafado, confuso e perigoso? Assim é melhor!

A “dita cuja” faz 50 anos

Jeremias

Jeremias Macário

A esta altura o assunto deveria estar sendo tratado nas universidades e em todas as escolas do ensino público e privado. Sempre digo que a questão da ditadura civil-militar, ou a “dita cuja” a partir do golpe de 1964, o ano do pesadelo, pertence a todos brasileiros e não apenas aos ex-presos políticos que foram barbaramente torturados, mortos e desaparecidos.

Além de fatos da história ainda estarem sendo reescritos depois de 50 anos, o tema é, lamentavelmente, pouco conhecido entre nossos jovens. O desconhecimento é tão grande que muita gente chega ao absurdo de dizer que a ditadura só pode ser discutida e escrita por ex-preso político que participou efetivamente das lutas pela democracia.

Mistura e quebra-molas

Jeremias

Jeremias Macário

São tantos os absurdos que acontecem no dia-a-dia em nosso país, na Bahia e em nossa própria cidade onde vivemos que fica difícil priorizar uma pauta de discussão. Aí resolvi fazer uma mistura, como dos caras-de-pau que aparecem no programa eleitoral, tipo Renan Calheiros, falando de escolhas com aquela risada irônica e sádica de quem nem está aí para a opinião pública. Outro é o Carlos Lupi, aquele dos “beijinhos de amor” para a presidente. O velho Leonel Brizola, fundador do PDT, deve estar se revirando lá no túmulo.

Audiência e lucro

Jeremias Macário

Jeremias Macário

Não é verdade dizer que o rojão aceso por dois rapazes em manifestações no Rio de Janeiro foi um atentado direto à imprensa, nem que os acusados tinham como alvo o cinegrafista. No entanto, foi essa manipulação da notícia que ouvimos no início dos acontecimentos de uma grande emissora de televisão.

Não estou questionando aqui o ato inconsequente e violento que foi o de acender um rojão numa praça pública com centenas de pessoas no local. Infelizmente, o cinegrafista foi vítima de uma irracionalidade e brutalidade humana. Distorcer os fatos puramente por condenar a ação dos Black Blocks é gerar mais violência e ódio.

Prova de vida

Jeremias

Jeremias Macário

Que seja saudosismo, mas só poucos se lembram dos velhos tempos quando o cliente de um banco era recebido com um cafezinho e tratado com consideração, como gente. Um bancário era respeitado na cidade e tinha o status de uma autoridade. Existia uma relação mais humana e quando alguém ia a uma agência procurava se arrumar para ficar bem apresentável. Com o caixa havia aquele papo como se estivesse entre família e diante de um amigo.

Veio a máquina com o avanço tecnológico e tudo isso se acabou. A violência se incumbiu de destruir o resto. Hoje as agências bancárias mais parecem currais de bois logo que se atravessa aquela porta giratória que detecta metais. Foi assim que me senti na semana passada quando fui fazer a “prova de vida” (denominação ingrata e discriminatória) como aposentado do INSS.

Cardápio pronto

Jeremias Macário

Jeremias Macário

A questão, meu camarada, é seguir o cardápio do politicamente correto e nada de sair por aí expressando sua própria opinião. Tem que acompanhar o consenso geral, senão você está ferrado! Condenar a corrupção já é visto como de “direita”. Ser contra as cotas universitárias e políticas é racismo. Contra casamentos gays, nem falar! Além de ser taxado de homofóbico, você corre o risco de ser linchado.

É isso aí! O rei fala; faz suas alianças com o diabo e os súditos escutam calados. Descumprir as regras do cardápio e ser politicamente incorreto é crime de lesa pátria. Nada de sair por aí criticando e falando o que não deve, sem antes observar as normas de conduta, ou sem ler a cartilha do poder. Viva a mediocracia e abaixo a meritocracia! Você quer ser execrado e excluído do processo? Então é só fazer sua escolha fora dos padrões recomendados.

O moleque das palavras

Jeremias Macário

Jeremias Macário

Prometi a uns amigos falar do parque eólico do sudoeste baiano (Caetité, Igaporã e Guanambi), cujas torres logo mais vão virar atração turística do sertão, mas foi de outra energia que me veio a luz. Não aquela que está lá no agreste sem girar e sem gerar.

Um dia conheci um moleque das palavras e confesso que fiquei encantado e com inveja. Logo eu que nem sabia o bom português escorreito. Meio cabreiro e, com cuidado, fui me aproximando dele, como que não querendo nada, mas querendo. Não podia espantar a presa porque o moleque era cismado.