
Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor
Cada povo ou tribo tem seus rituais característicos nos funerais, desde a etapa do velório até o enterro e esses costumes são ancestrais, com suas origens nas primeiras civilizações, mas os comportamentos das pessoas são estranhos, falsos, hilários e dão belas matérias-primas, com todo respeito, para contos literários, peças teatrais, causos, programas humorísticos e até poesias. Mais uma vez aqui vou citar o meu pai, um homem rústico do campo que era um predestinado para acompanhar o doente terminal na cabeceira da cama com orações, seguir pelo velório, fazer o caixão do defunto (era lavrador, carpinteiro, marceneiro e até pedreiro) e só terminava no rito do enterro. Naquelas redondezas onde morava ele era a pessoa requisitada para esses serviços, sem nada ganhar. Perdia noites de sono depois de um cansativo dia de trabalho, Confira a crônica de Jeremias Macário de Oliveira.